A prova de fala inteira, na ordem da prova de verdade. Ela é curta e é toda com desenhos: o examinador põe figuras na mesa e conversa com você. Aqui os desenhos estão descritos em português — leia, grave a sua resposta, escute, e diga de novo melhor. Nada aqui é nota.
O examinador põe dois desenhos na mesa — a mesma cozinha, mas com cinco coisas diferentes. Ele fala do desenho dele; você fala do seu. Você não precisa achar a diferença: ela já está aí. Você só precisa dizer.
O desenho do examinador: uma cozinha. O gato preto está em cima da geladeira. Há três maçãs na mesa. Um menino está lavando os pratos. A mulher está com um vestido azul. Pela janela, está chovendo.
O seu desenho: a mesma cozinha. O gato preto está embaixo da mesa. Há cinco maçãs na mesa. O menino está bebendo leite. A mulher está com um vestido verde. Pela janela, está fazendo sol.
O examinador começa assim: “Here are two pictures. My picture is a bit different from your picture. In my picture the cat is on the fridge.” E espera você.
Como soa uma resposta forte — as cinco, seguidas:
In my picture the cat is under the table.
In my picture there are five apples.
In my picture the boy is drinking milk.
In my picture the dress is green.
In my picture it's sunny.
Repare em três coisas. Todas começam igual — In my picture… — e isso é bom, não é repetição feia: é o que o examinador espera. Todas são uma frase só. E nenhuma explica nada: você não precisa dizer “because…” aqui.
O que custa ponto: responder só “under the table”, sem frase. O examinador entende, mas a prova pede uma frase inteira — e uma frase inteira aqui tem cinco palavras.
O examinador põe quatro desenhos na mesa, na ordem, e diz o nome da história. Ele conta o primeiro desenho para você e depois você conta os outros três. É a parte mais longa da prova — e a que mais vale a pena treinar em voz alta.
1 — A Amy e o Daniel estão no Hill Park numa tarde de vento. A Amy está segurando uma pipa vermelha e a pipa está bem alto no céu. Os dois estão sorrindo.
2 — A pipa está presa nos galhos da árvore mais alta do parque. A Amy está embaixo da árvore, olhando para cima. Ela está triste.
3 — O Sam chega de bicicleta. Ele deixa a bicicleta no chão e sobe na árvore.
4 — Os três estão rindo. A Amy está com a pipa vermelha na mão outra vez, e o Sam está sentado no galho de baixo.
O examinador começa assim: “These four pictures show a story. It's called ‘Amy's kite’. Look at the pictures first. Amy and Daniel are in the park. It's very windy and Amy has got a beautiful red kite. Now you tell the story.”
Como soa uma resposta forte — a história inteira:
“The kite went into the tree. It was the tallest tree in the park, and Amy couldn't get it. She was very sad.
Then Sam came on his bike. He put his bike on the ground and he climbed the tree.
Sam gave the kite to Amy. Everyone laughed, because Amy was happy again.”
Repare no que segura a história de pé: as palavras que ligam um desenho no outro — Then, and, because. São as do capítulo 17, e são elas que transformam quatro frases soltas numa história.
E repare no tempo: tudo no passado, do começo ao fim — went, was, came, climbed, gave, laughed. Trocar para o presente no meio é o escorregão mais comum. Se acontecer, não pare: volte para o passado na frase seguinte e siga.
Não precisa ser bonito. Seis frases curtas e certas valem mais do que duas frases longas e travadas.
O examinador põe na mesa quatro grupos de quatro figuras, um grupo de cada vez. Em cada grupo, três combinam e uma não. Você diz qual é a diferente e por quê. O “por quê” é a parte que vale.
Grupo 1 — uma banana · uma maçã · uma laranja · uma cadeira
Grupo 2 — um ônibus · uma bicicleta · um carro · um livro
Grupo 3 — um gato · um cachorro · um coelho · uma árvore
Grupo 4 — uma camiseta · uma jaqueta · uma saia · uma tigela
O examinador começa assim: “Now look at these four pictures. One is different. Which one is different? Why?”
Como soa uma resposta forte — os quatro grupos:
“The chair is different, because you can't eat it. The banana, the apple and the orange are fruit.”
“The book is different, because the other things have got wheels.”
“The tree is different, because it isn't an animal.”
“The bowl is different, because you don’t wear it. A T-shirt, a jacket and a skirt are clothes.”
A regra desta parte inteira: nunca responda só o nome da figura. “The chair” sozinho não ganha ponto. A palavra que ganha ponto é because — e o que vem depois dela.
Se você não souber a palavra certa, não pare: diga o que a coisa faz. “You can't eat it” vale tanto quanto “it isn't fruit”. O examinador está ouvindo se você consegue explicar, não se você decorou a palavra.
Os desenhos saem da mesa e o examinador conversa com você. As perguntas são sobre a sua vida — sua escola, sua família, seu fim de semana. Não existe resposta certa: existe resposta sua, dita em inglês.
O examinador guarda as figuras e diz: “Now let's talk about you.” Ele faz quatro ou cinco perguntas curtas e ouve. Se você responder só uma palavra, ele pergunta mais um pouco — então é melhor já dar a frase inteira.
As perguntas abaixo são as cinco mais prováveis. Treine com as suas respostas de verdade, não com as do Daniel: é muito mais fácil lembrar do que é verdade.
Como soa uma resposta forte — cinco respostas seguidas:
“I come to school by bus. It takes twenty minutes.”
“After school I do my homework and then I play football with my friends.”
“My best friend is Lucas. He's ten and he's very funny. We play basketball on Saturdays.”
“Last Saturday I went to my grandmother's house. We had lunch and I watched a film.”
“My favourite day is Friday, because there isn't any school the next day.”
Repare no tamanho. Nenhuma resposta tem mais de duas frases, e nenhuma tem menos de uma. Uma palavra só (“Bus.”) faz o examinador perguntar de novo; um parágrafo inteiro faz você se enrolar. Duas frases é o alvo.
E repare no tempo do verbo. As três primeiras estão no presente porque as perguntas estão no presente; a quarta está no passado porque a pergunta tem did. Ouvir o tempo da pergunta e devolver o mesmo é metade da nota desta parte.
Uma última coisa: se você não entender a pergunta, diga “Sorry, can you say that again, please?” Isso não tira ponto. Ficar calado, tira.
A prova de fala não se estuda lendo. Ela se treina em voz alta, três vezes: uma olhando o modelo, uma sem olhar, e uma gravando.
Se não sair na primeira, tudo bem — ainda não. Grave, escute, e diga a mesma frase outra vez. O examinador de verdade também espera, e sorri.