A prova de fala inteira, na ordem da prova de verdade — com a ajuda aberta. Ela é curta e é toda com desenhos: o examinador põe figuras na mesa e conversa com você. Aqui os desenhos estão descritos em português, e cada comando já vem com a dica do que dizer e como. Leia a dica, olhe o modelo, grave a sua resposta, escute — e depois grave de novo sem olhar. Nada aqui é nota.
O examinador põe dois desenhos na mesa — a mesma sala de estar, mas com cinco coisas diferentes. Ele fala do desenho dele; você fala do seu. Você não precisa achar a diferença: ela já está aí. Você só precisa dizer.
O desenho do examinador: uma sala de estar. Um menino está assistindo TV. O gato está em cima do sofá. Há dois abajures. O relógio marca três horas. A janela está aberta.
O seu desenho: a mesma sala. O menino está jogando um jogo no computador. O gato está embaixo da mesa. Há três abajures. O relógio marca quatro horas. A janela está fechada.
O examinador começa assim: “Here are two pictures. My picture is a bit different from your picture. In my picture the boy is watching TV.” E espera você.
Como soa uma resposta forte — as cinco, seguidas:
In my picture the boy is playing a computer game.
In my picture the cat is under the table.
In my picture there are three lamps.
In my picture it's four o'clock.
In my picture the window is closed.
Repare em três coisas. Todas começam igual — In my picture… — e isso é bom, não é repetição feia: é o que o examinador espera. Todas são uma frase só. E cada uma devolve a mesma estrutura que o examinador usou: ele disse is watching, você diz is playing; ele disse there are two, você diz there are three.
O que custa ponto: responder só “under the table”, sem frase. O examinador entende, mas a prova pede uma frase inteira — e uma frase inteira aqui tem cinco ou seis palavras.
O examinador põe quatro desenhos na mesa, na ordem, e diz o nome da história. Ele conta o primeiro desenho para você e depois você conta os outros três. É a parte mais longa da prova — e a que mais vale a pena treinar em voz alta.
1 — O Daniel, a Amy e o Sam estão fazendo um piquenique no Hill Park. Está sol. Em cima de um cobertor há sanduíches e suco. Os três estão sorrindo.
2 — O céu ficou cinza e está chovendo forte. As três crianças correram para debaixo de uma árvore. Os sanduíches ficaram molhados. A Amy está triste.
3 — A mãe do Sam chega com um guarda-chuva enorme. Ela está apontando para a rua, na direção da casa deles.
4 — Os três estão na cozinha da casa do Sam, comendo o piquenique na mesa. O cachorro Dog está embaixo da mesa. Todo mundo está rindo.
O examinador começa assim: “These four pictures show a story. It's called ‘The rainy picnic’. Look at the pictures first. Daniel, Amy and Sam are having a picnic in the park. It's a sunny day and they've got sandwiches and juice. Now you tell the story.”
Como soa uma resposta forte — a história inteira:
“Then the sky went grey and it started to rain. The children ran under a tree, but the sandwiches got wet. Amy was sad.
Then Sam's mother came with a big umbrella. ‘Come to our house!’ she said.
They ate the picnic in Sam's kitchen. Dog was under the table, and everyone laughed.”
Repare no que segura a história de pé: as palavras que ligam um desenho no outro — Then, and, but. São as do capítulo 17, e são elas que transformam quatro frases soltas numa história.
E repare no tempo: tudo no passado, do começo ao fim — went, started, ran, got, was, came, said, ate, laughed. Trocar para o presente no meio é o escorregão mais comum. Se acontecer, não pare: volte para o passado na frase seguinte e siga.
Não precisa ser bonito. Seis frases curtas e certas valem mais do que duas frases longas e travadas.
O examinador põe na mesa quatro grupos de quatro figuras, um grupo de cada vez. Em cada grupo, três combinam e uma não. Você diz qual é a diferente e por quê. O “por quê” é a parte que vale.
Grupo 1 — uma cama · um sofá · uma cadeira · um ônibus
Grupo 2 — uma professora · um médico · uma enfermeira · uma girafa
Grupo 3 — leite · suco · água · pão
Grupo 4 — hóquei · tênis · futebol · um violão
O examinador começa assim: “Now look at these four pictures. One is different. Which one is different? Why?”
Como soa uma resposta forte — os quatro grupos:
“The bus is different, because it isn't in a house. You sit on a bed, a sofa and a chair at home.”
“The giraffe is different, because it isn't a person. It's an animal.”
“The bread is different, because you can't drink it. You eat it.”
“The guitar is different, because it isn't a sport. Hockey, tennis and football are sports, and the guitar is music.”
A regra desta parte inteira: nunca responda só o nome da figura. “The bus” sozinho não ganha ponto. A palavra que ganha ponto é because — e o que vem depois dela.
Se você não souber a palavra certa, não pare: diga o que a coisa faz. “You can't drink it” vale tanto quanto “it isn't a drink”. O examinador está ouvindo se você consegue explicar, não se você decorou a palavra.
Os desenhos saem da mesa e o examinador conversa com você. As perguntas são sobre a sua vida — seus bichos, seu café da manhã, seu quarto. Não existe resposta certa: existe resposta sua, dita em inglês.
O examinador guarda as figuras e diz: “Now let's talk about you.” Ele faz quatro ou cinco perguntas curtas e ouve. Se você responder só uma palavra, ele pergunta mais um pouco — então é melhor já dar a frase inteira.
As perguntas abaixo são cinco das mais prováveis. Treine com as suas respostas de verdade, não com as do Daniel: é muito mais fácil lembrar do que é verdade.
Como soa uma resposta forte — cinco respostas seguidas:
“My favourite animal is the dolphin, because it can jump out of the water and it's always happy.”
“For breakfast I have some bread and a glass of milk. Sometimes I have a banana.”
“My bedroom is small. There is a bed, a desk and a lot of books. My bed is next to the window.”
“Yesterday after school I did my homework and then I played with my dog in the garden.”
“Yes, I can swim. I swim at the sports centre on Saturdays, with my dad.”
Repare no tamanho. Nenhuma resposta tem mais de duas frases, e nenhuma tem menos de uma. Uma palavra só (“Dolphin.”) faz o examinador perguntar de novo; um parágrafo inteiro faz você se enrolar. Duas frases é o alvo.
E repare no tempo do verbo. A primeira, a segunda, a terceira e a quinta estão no presente porque as perguntas estão no presente; a quarta está no passado porque a pergunta tem did. Ouvir o tempo da pergunta e devolver o mesmo é metade da nota desta parte.
Uma última coisa: se você não entender a pergunta, diga “Sorry, can you say that again, please?” Isso não tira ponto. Ficar calado, tira.
A prova de fala não se estuda lendo. Ela se treina em voz alta, três vezes: uma olhando a dica e o modelo, uma sem olhar, e uma gravando.
Se não sair na primeira, tudo bem — ainda não. Grave, escute, e diga a mesma frase outra vez. Quando sair sem olhar a dica, você está pronto para o Simulado 2.